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O ar interno entrou na agenda global. O seu contrato de 2027 está à altura?

Passamos cerca de 90% da vida em ambientes fechados. Agora, uma pergunta simples: quando foi a última vez que alguém mostrou a você, com dados, a qualidade do ar que sua equipe respira no escritório?

Se a resposta demorou a vir, este é o momento de mudar isso: orçamentos, renovações e concorrências de 2027 estão chegando à mesa de facilities. E, desta vez, o mundo inteiro está olhando para esse ar.

Quando o ar interno vira direito humano, a conversa muda de nível

Em setembro de 2025, na sede da ONU em Nova York, o evento paralelo Healthy Indoor Air: A Global Call to Action lançou o Global Pledge for Healthy Indoor Air (Pacto Global pelo Ar Interno Saudável). Pela primeira vez, uma comunidade internacional declarou o ar interno limpo como um direito humano fundamental. França e Montenegro foram os primeiros governos signatários, ao lado de mais de 160 organizações. No mesmo dia nasceu a Global Commission on Healthy Indoor Air, coordenada pelo International WELL Building Institute (IWBI).

Em 22 de setembro de 2026, durante a Climate Week de Nova York, a Comissão deu o passo seguinte: lançou o Global Framework for Action, construído por mais de 200 especialistas de mais de 40 países. São nove eixos de transformação de mercado, 40 áreas estratégicas e quase 180 recomendações, entre elas normas e certificações, educação e capacitação, financiamento e, de forma central, implementação, monitoramento e avaliação. A próxima fase é apoiar a criação de planos nacionais em cada país.

O Brasil está nessa mesa. O engenheiro Leonardo Cozac, CEO da Conforlab e Presidente do Conselho Administrativo da ABRAVA, integra a Comissão e lembrou que o país regula a qualidade do ar interno desde 1998 e que o Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior (PNQAI) já reúne mais de 40 organizações. A pesquisadora Nelzair Vianna, da Fiocruz, também contribuiu com o documento.

Vale notar: entre as seis razões que o Pacto lista para priorizar o ar interno está a saúde e segurança no trabalho. É tema de gestão de pessoas, de risco e de reputação, não só de climatização.

Quando um tema deixa de ser “boa prática” e passa a ser tratado como direito, ele entra no radar de conselhos, auditorias, investidores e áreas jurídicas. A pergunta que o seu diretor vai fazer em 2027 não será “limpamos?”, mas “conseguimos provar?”.

O que o Brasil já exige (e o que muitos contratos ainda ignoram)

O pacto global encontra no Brasil um terreno regulatório que já existe, mas que nem sempre se reflete nos editais e escopos de serviço.

  • Lei Federal 13.589/2018: torna obrigatório o PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) em edifícios de uso público e coletivo climatizados, com o objetivo de eliminar ou minimizar riscos à saúde dos ocupantes. A lei determina que se observem parâmetros para poluentes de natureza física, química e biológica.
  • ABNT NBR 17037: substituiu a antiga RDC 09/2003 da ANVISA, revogada em 2023, e é hoje a norma técnica de referência para avaliar a qualidade do ar interior em ambientes climatizados de uso não residencial.
  • NR-1 atualizada: desde 26 de maio de 2026, o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais, somando-se aos riscos físicos, químicos e biológicos que já integravam o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Não por acaso, o plano de trabalho 2026 do Confea prevê ações para verificar a QAI e o PMOC dentro do PGR.
  • COVISA, Cadernos de Saúde do Trabalhador: na cidade de São Paulo, o Caderno 4.6 orienta as equipes de vigilância na inspeção da climatização e da qualidade do ar interno. Cobra PMOC, ART, laudos semestrais de laboratório acreditado e limites para CO₂, fungos, PM10 e PM2,5. E vai além do ar-condicionado: alerta que, sem plano de higienização, superfícies porosas como tapetes e carpetes favorecem a proliferação de microrganismos. O descumprimento dos padrões configura infração sanitária.

Ou seja, o ar respirado no escritório, e tudo o que influencia esse ar, incluindo pisos têxteis, mobiliário e rotinas de limpeza, faz parte da gestão de risco ocupacional da empresa.

9 em cada 10 brasileiros tiveram sintomas respiratórios no último ano

Os números de 2026 ajudam a dimensionar o problema. Uma pesquisa inédita do Datafolha em parceria com a GSK, feita entre 6 e 10 de julho de 2026 com 2.004 pessoas em 137 municípios, mostrou que 92% dos brasileiros tiveram ao menos um sintoma respiratório nos últimos 12 meses. O dado mais revelador para quem gere pessoas: 62% acham que tosse ou falta de ar só merecem consulta quando já atrapalham as tarefas do dia. Em outras palavras, muita gente trabalha doente, rende menos e adia o cuidado.

E o ambiente de trabalho tem peso direto nessa conta. Um estudo conduzido pela Harvard School of Public Health, publicado na revista Indoor Air, encontrou associação consistente entre menor renovação de ar e mais licenças médicas: nos ambientes com menor suprimento de ar externo, 35% do risco de afastamentos de curta duração foi atribuído à ventilação.

Se 9 em cada 10 pessoas convivem com algum sintoma respiratório, quantas estão hoje na sua operação produzindo abaixo do potencial? E quanto isso custa em absenteísmo, presenteísmo e, agora, em exposição jurídica e previdenciária?

ESG saiu do relatório e entrou na operação do edifício

Edifícios corporativos vivem uma mudança de régua. Investidores, conselhos e ocupantes já não se contentam com metas de sustentabilidade no papel: querem ver o desempenho do prédio no dia a dia, medido e registrado.

Nesse novo olhar, o “S” do ESG passa pelo ar que as pessoas respiram, e o “E” pelo quanto de água, químicos e energia se gasta para mantê-lo saudável, incluindo pisos, mobiliário e rotinas de higienização.

O piso também “respira”: o papel do carpete na qualidade do ar

Aqui está um ponto que muitos escopos de contratação ainda tratam como estética. O carpete, por sua estrutura tridimensional, funciona como um reservatório: retém poeira, partículas, alérgenos e contaminantes biológicos que, de outra forma, ficariam suspensos no ar. Isso é uma vantagem, desde que esse material seja efetivamente retirado do ambiente.

A literatura científica é consistente nesse ponto. Uma revisão publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health concluiu que todo carpete atua, em alguma medida, como um sumidouro de poluentes, e que a qualidade do ar ao longo do tempo depende dos procedimentos de limpeza adotados. Estudos de ressuspensão mostram que a simples circulação de pessoas devolve ao ar parte das partículas depositadas, especialmente as maiores, entre 3 e 10 micrômetros.

Conclusão: carpete bem gerido é aliado da QAI. Carpete mal higienizado vira fonte. O método de higienização decide de que lado ele fica.

Não por acaso, o caderno da COVISA recomenda seguir o Guia ABRITAC para a manutenção de tapetes, carpetes e capachos, guia que a MilliCare ajudou a construir.

O tecido voltou e precisa de estratégia

Carpetes e tecidos voltaram com força aos projetos corporativos. O mercado global de têxteis para ambientes comerciais foi estimado em US$ 6,36 bilhões em 2026, com crescimento projetado de 7,6% ao ano até 2030, segundo a The Business Research Company. Hoje, o tecido não está só no piso e nas cadeiras: veste painéis acústicos, divisórias, persianas e paredes inteiras.

O motivo vai além da estética. Tecidos reduzem a reverberação, trazem conforto, acolhimento e ajudam a expressar a identidade da marca no espaço. E a própria ASHRAE orienta que a prioridade não é evitar o carpete, mas reduzir o uso de água e garantir a secagem adequada na manutenção.

Manutenção correta também traz retorno financeiro e ESG: prolonga a vida útil, adia a troca e evita descarte. Em um case da MilliCare no Aeroporto do Galeão, a manutenção adequada dos carpetes evitou o descarte de mais de 26 toneladas de material e gerou cerca de R$ 1,5 milhão em economia.

Quem gere grandes portfólios corporativos já sente isso na prática:

“Confesso que nem sempre enxergamos esse tema com a importância que ele merece. No passado, a atenção ficava muito voltada ao projeto e à instalação dos materiais, e menos à sua conservação ao longo do tempo. Com a experiência, percebemos que isso tem um custo. Quando a manutenção não é tratada de forma adequada, seja em carpetes, tecidos, pisos ou outras superfícies, os materiais se degradam mais rapidamente, a aparência do ambiente piora e os investimentos precisam ser refeitos antes do previsto.

Hoje vejo os tecidos como parte importante da experiência dos nossos colaboradores. Eles ajudam no conforto, na acústica e na sensação de acolhimento do espaço. Mas, assim como qualquer outro ativo do escritório, precisam ser acompanhados por uma estratégia adequada de manutenção para entregar todo o seu potencial.

No fim, a escolha do material é apenas o começo. O que garante o resultado ao longo dos anos é a forma como cuidamos dele.”

Maria Beatriz Salcedo Guimarães, Region Real Estate Leader Latam South, Supply Chain Services, Ernst & Young (EY)

Por que o método a seco faz diferença

Métodos que usam água como veículo de transporte da sujeira deixam umidade nas fibras e na base do carpete. Umidade residual favorece a proliferação de fungos e bactérias, gera odores e exige longos períodos de secagem, com o ambiente fora de uso. Não por acaso, o próprio Framework global cita a prevenção de umidade e mofo entre as soluções prioritárias para um ar interno saudável.

A MilliCare higieniza carpetes com um método patenteado a seco, por adsorção com polímeros, sem água como veículo. Os polímeros capturam sujidades e partículas presas às fibras (sejam sintéticas, como nylon, poliéster e polipropileno, ou naturais, como lã), que são então extraídas do ambiente. O resultado:

  • Redução de particulado e contaminantes retidos no carpete, interrompendo o ciclo de ressuspensão;
  • Sem umidade, o que evita a proliferação microbiológica associada à secagem lenta;
  • Liberação imediata do ambiente, sem parar a operação;
  • Eficácia comprovada cientificamente em teste da USP, o que faz da MilliCare a única empresa com método de higienização a seco cientificamente comprovado (confira aqui o estudo da USP);
  • Laudos microbiológicos pré e pós-higienização, que documentam o resultado de cada intervenção.

Do serviço à evidência: MilliClick

Higienizar é uma etapa. Comprovar é gestão.

Para transformar cada intervenção em dado auditável, a MilliCare criou a MilliClick, uma plataforma que monitora a qualidade do ar e o conforto do ambiente e reúne o histórico de diagnósticos, laudos e higienizações de cada espaço. Os indicadores acompanhados são:

  • CO₂: mostra quando é preciso agir, por exemplo melhorando a ventilação;
  • Material particulado em suspensão: indica a necessidade de filtragem para melhorar o ar;
  • VOCs (compostos orgânicos voláteis): ajudam a reduzir a exposição a substâncias nocivas;
  • Umidade relativa: apoia as ações para manter o ambiente saudável;
  • Temperatura: orienta os ajustes de conforto térmico;
  • Ruído: verifica se o nível está adequado a cada tipo de ambiente.

Alguns desses parâmetros, como o CO₂ e o material particulado, são os mesmos que a vigilância sanitária cobra nas inspeções. Com isso, o gestor de facilities passa a ter em mãos:

  • Evidências para alimentar o PMOC, o PGR e os relatórios ESG;
  • Dados de desempenho para auditorias e certificações de edifícios sustentáveis;
  • Argumentos objetivos para a conversa com diretores, RH, SESMT e compliance;
  • Uma linha de base para correlacionar a qualidade do ar com indicadores de absenteísmo e bem-estar.

É o sistema integrado que potencializa o resultado: diagnóstico, higienização a seco, laudos e monitoramento contínuo, conversando entre si.

Conhecimento como método: Universidade MilliCare e EverHUB

Protocolos rigorosos só funcionam com gente preparada. A MilliCare é certificada pelo IICRC e pelo CRI (Carpet and Rug Institute), credenciais que fazem dela a única empresa do segmento com essa qualificação em atendimento nacional. Para sustentar esse padrão no dia a dia, a Universidade MilliCare mantém a capacitação contínua das equipes técnicas.

O compromisso vai além do Brasil. Em 22 de outubro de 2026, a EverSmith Brands, grupo de sete marcas de serviços para edifícios comerciais ao qual a MilliCare pertence, inaugurou o EverHUB, em Milford (EUA): um centro de treinamento prático, com simulações de campo e laboratório de inteligência artificial, por onde passará toda a rede. Mais preparo e mais padrão, que chegam a quem contrata a MilliCare aqui.

Checklist para a sua próxima concorrência

Antes de fechar o escopo de 2027, vale perguntar a cada fornecedor de higienização de pisos têxteis:

  1. O método tem comprovação científica independente, emitida por instituição de pesquisa, e não apenas pelo fabricante?
  2. Há laudos microbiológicos antes e depois de cada intervenção?
  3. O serviço conversa com a Lei 13.589/2018 e a ABNT NBR 17037, e gera evidências para o PMOC e o PGR (NR-1)?
  4. A empresa é certificada por entidades reconhecidas, como IICRC e CRI?
  5. Existe monitoramento e registro de dados que sustente auditorias, relatórios ESG e certificações de edifícios sustentáveis?
  6. Qual o consumo de água e de químicos do processo, e como isso entra no seu inventário de sustentabilidade?
  7. O ambiente é liberado imediatamente ou a operação precisa parar?
  8. Há programa de capacitação contínua da equipe que vai atuar no seu edifício?

Se alguma resposta vier vaga, a hora de corrigir é antes de assinar.

Facilities: o protagonista dessa virada

O pacto global define a direção. As normas brasileiras definem a obrigação. Mas quem transforma tudo isso em ar mais saudável, todos os dias, é o profissional de facilities, ao escolher com quem vai contratar.

Aproveite as concorrências, renovações e licitações de 2027 para elevar a régua. Escolha um parceiro que comprova, atesta e assegura: higienização, saúde, sustentabilidade e qualidade do ar interno, com método científico e dados na mão.

 

MilliCare. Higienização, saúde e sustentabilidade. 11 5079-1027 (telefone e WhatsApp) | vendas@millicare.com.br

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