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O tecido voltou. E ele nunca deveria ter saído.

Há uma cena que se repete em quase todo escritório reformado nos últimos dois anos: o piso frio e genérico dá lugar a um carpete texturizado, a parede nua ganha um painel acústico revestido, a cadeira de couro sintético é trocada por um estofado que convida a sentar. Não é acaso. É dado.

O mercado global de contract textiles, tecidos técnicos para uso comercial, de estofamento a cortinas, já vale US$ 6,36 bilhões em 2026 e cresce 7,6% ao ano, com projeção de chegar a US$ 8,45 bilhões até 2030 (The Business Research Company). E o Brasil não está assistindo de fora: está entre os 16 países mapeados no estudo. No cenário nacional, dados apresentados pela ABIT à Câmara dos Deputados, com base em levantamento do IEMI de 2024, mostram um parque têxtil com 25,5 mil empresas, 1,31 milhão de empregos diretos e faturamento de R$ 221 bilhões, colocando o Brasil na 5ª posição do ranking mundial do setor. O próprio IEMI lança anualmente o Relatório Brasil Têxtil, com apoio institucional da ABIT e do SENAI Cetiqt, um retrato atualizado de produção, investimento e comércio exterior do setor (IEMI Inteligência de Mercado), sinal de que essa cadeia está organizada, mensurada e crescendo de forma consistente, não por impulso passageiro.

O curioso é que essa virada não é espontânea. Ela tem uma espinha dorsal normativa construída em poucos anos: em 2020 nasceu a Câmara Técnica de Tapetes, Carpetes e Capachos da ABRITAC; em 2021, saiu o Guia Oficial ABRITAC, reunindo fabricantes como Belgotex, Interface e Milliken e empresas higienizadoras como a MilliCare Brasil; em 2024, a ABNT publicou a NBR 17.037, a primeira norma brasileira sobre qualidade do ar interior, citando o próprio Guia ABRITAC em sua bibliografia. No mesmo ano, esse guia chegou a ser referência no Caderno de Saúde do Trabalhador da COVISA/Prefeitura de São Paulo (Prefeitura de São Paulo, Cadernos de Saúde do Trabalhador). Em quatro anos, uma discussão de mercado virou norma técnica e orientação de saúde pública.

Entre 8 e 10 de junho de 2026, a Missão Internacional Office Connection Chicago 2026 levou profissionais brasileiros de arquitetura corporativa para uma imersão na NeoCon 2026, realizada no histórico complexo THE MART, em Chicago, o principal evento norte-americano dedicado ao futuro dos ambientes de trabalho, reunindo indústrias, fabricantes, designers, arquitetos e gestores de infraestrutura corporativa (Arqbrasil). O objetivo da missão, promovida pelo Office Connection, foi claro: trazer as transformações observadas lá, na relação entre pessoas, tecnologia e espaço físico, para debate e aplicação no mercado nacional, por meio de eventos, conteúdo e plataformas digitais.

O resultado aparece nos projetos: tecido não fica mais restrito a carpete e estofado, ele cobre painel acústico, divisória, persiana, parede inteira. Deixou de ser acabamento para virar sistema de performance do ambiente.

O mito que insiste em não morrer

Ainda assim, uma dúvida sobrevive em toda reunião de especificação: tecido não faz mal para quem respira?

Não faz, e a ciência já respondeu isso mais de uma vez. Em um dos estudos mais completos sobre o tema, pesquisadores da RTI e da University of North Carolina compararam, ao longo de um ano inteiro, duas escolas quase idênticas: uma predominantemente acarpetada, outra com piso de vinil. O carpete, como esperado, reteve mais sujeira em sua superfície, é exatamente para isso que ele serve, como um filtro. Mas os níveis de contaminantes no ar, esporos, fungos, poeira, endotoxinas, foram sistematicamente mais altos na escola de piso rígido. A conclusão dos próprios pesquisadores: o tipo de piso não é o principal responsável pela qualidade do ar em ambientes saudáveis (Foarde, Webber & Berry, RTI/UNC para o Carpet and Rug Institute, 2001).

A ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers), entidade que define os padrões globais de qualidade do ar interior por meio de normas como a Standard 62.1 — Ventilação para Qualidade do Ar Interno Aceitável (explicada em detalhe pela UGREEN), trata especificamente do carpete em seu Indoor Air Quality Guide: Best Practices for Design, Construction and Commissioning: em áreas acarpetadas, o cuidado central deve ser minimizar o uso de água e garantir secagem adequada após a limpeza, não evitar o carpete em si. O guia recomenda especificar estilos de baixa retenção de sujeira e, sobretudo, evitar o excesso de umedecimento durante a limpeza, já que isso pode levar à biocontaminação. A ABNT NBR 17.037 chegou à mesma conclusão para o Brasil: superfícies porosas só viram problema quando não há um plano de higienização adequado por trás delas.

Há até um argumento inesperado a favor do tecido: um estudo publicado na revista Physics of Fluids sobre a sobrevivência do coronavírus em diferentes materiais recomendou cobrir móveis impermeáveis, vidro, aço, madeira laminada, com tecido, justamente porque o vírus sobrevive mais em superfícies impermeáveis do que em superfícies porosas.

Quem também reforça essa visão, do lado de quem fabrica o material, é a Interface, uma das maiores fabricantes de carpetes do mundo:

“Na Interface, acreditamos que colocar o ser humano no centro do projeto significa criar espaços que contribuam efetivamente para seu bem-estar.

O carpete tem papel fundamental nessa experiência: oferece excelente desempenho acústico, reduzindo ruídos, e contribui para uma melhor Qualidade do Ar Interno (IAQ) ao reter partículas e reduzir sua circulação no ar.

A percepção de que carpetes são responsáveis por fungos e bactérias é antiga e não considera a evolução tecnológica dos produtos atuais. Hoje, soluções de alta performance, como as desenvolvidas pela Interface, combinam tecnologia, conforto, durabilidade e sustentabilidade.

E tão importante quanto especificar corretamente é preservar. Por isso, a Interface conta com parceiros homologados para a correta limpeza e higienização, contribuindo para manter o desempenho e prolongar a vida útil do carpete.

Menos ruído, melhor qualidade do ar e produtos feitos e cuidados para durar. Isso é colocar as pessoas no centro do projeto.”
Claudia Martins, Interface

Quem quiser se aprofundar tem dois materiais técnicos já publicados pela MilliCare sobre o tema: De vilão a aliado e Carpete e qualidade do ar interior.

Se a ciência já resolveu o mito, resta a pergunta prática: uma vez especificado, quem garante que esse tecido continue entregando o que prometeu, para quem projetou, para quem fabricou e para quem vai usá-lo todos os dias?

Quando o processo errado vira o problema, não o tecido

Um caso recente ilustra bem por que essa pergunta não é teórica. No Centro Empresarial Senado (EDISEN), no Rio de Janeiro, um dos maiores hubs corporativos que abrigam operações da Petrobras, com mais de 77 mil m² de carpete distribuídos por 38 andares, a MilliCare foi chamada como especialista para realizar um parecer técnico completo sobre a estratégia de higienização das superfícies têxteis do edifício.

A análise revelou um padrão que se repete em muitos ambientes corporativos: o carpete vinha sendo tratado com processos convencionais de lavagem e extração, sem um plano de higienização estruturado especificamente para superfícies porosas. O diagnóstico técnico da MilliCare identificou que esse tipo de processo, que usa água como veículo de transporte da sujidade, deixa resíduo residual na fibra que, sem a remoção completa da umidade, favorece a proliferação bacteriana e cria condições propícias a mofo e odor. Foi justamente essa combinação, método inadequado à superfície e ausência de um plano de manutenção específico, que havia gerado, meses antes, a necessidade de uma intervenção emergencial no local.

O carpete não era o vilão. O método era.

Esse é exatamente o ponto de virada que a arquitetura e a gestão de facilities precisam entender: quanto mais tecido entra num projeto, carpete, forro acústico, estofado, divisória revestida, cortina, persiana, maior a superfície que exige uma estratégia de conservação de verdade depois da entrega, não limpeza improvisada. E processos que usam água como veículo de transporte da sujidade carregam um risco que muita gente ignora: o resíduo químico que a evaporação não leva embora volta a aderir à fibra, alimentando o ciclo de contaminação, odor e deterioração precoce do ativo.

Isso também é uma conversa que interessa a quem fabrica o tecido. Um fabricante investe anos de pesquisa em fibra, tingimento e durabilidade, e vê essa reputação em jogo toda vez que um cliente atribui ao produto um desgaste que, na verdade, foi causado por manutenção malfeita.

Manutenção correta não é só saúde do ambiente: é proteção de garantia, é a diferença entre um carpete que dura o que o fabricante prometeu e um que “envelhece mal” por conta de um processo inadequado.

Projetar é escolha de design. Preservar é decisão de quem cuida.

Quem escolhe o tecido é o arquiteto. É na prancheta dele que se decide se aquele carpete, aquele painel acústico revestido, aquela divisória vão entrar no projeto, e é essa decisão que define, antes de qualquer coisa, se o ambiente terá conforto acústico, térmico e identidade, ou se vai se parecer com qualquer outro escritório genérico. Mas quanto mais tecido entra num projeto, maior a superfície que exige uma estratégia de conservação de verdade depois da entrega, não limpeza improvisada.

A mesma leitura vem de quem desenha esses ambientes no dia a dia:

“Gosto de fazer um paralelo com a moda e dizer que o espaço precisa ser “vestido”. Quando estou projetando penso nos artifícios que o mercado oferece para revestir o ambiente. Olho para os elementos, como carpetes, revestimentos de parede, e tecidos para mobiliário, como oportunidades de trazer identidade da marca para o espaço. No âmbito estético, carpetes e tecidos estampados trazem característica e personalidade para o que desejo alcançar. Além disso, nos beneficiamos quando aplicamos em diferentes superfícies, materiais com propriedades acústicas que trabalham na absorção do som e reduzem a reverberação no interior do ambiente. O conforto e beleza estão garantidos. Quando me perguntam: Carpete, ainda usam? Eu respondo que com a tecnologia que temos no mercado hoje, não tem por que nos preocuparmos.”

Thiago Pedrosa, Supervising Associate — AWS-Administr & Workplace Svcs, EY

Formado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Gama Filho (RJ), trabalhou por 8 anos com interiores corporativos na Pitá Arquitetura. Hoje integra a equipe de Facilities da EY como Coordenador de projetos.

E existe uma diferença que poucos gestores conhecem: no Brasil, a MilliCare higieniza carpetes com um método 100% a seco, sem usar água como veículo de transporte da sujidade, uma partícula patenteada e cientificamente comprovada que adsorve poeira, alérgenos e contaminantes sem o risco de umidade residual, mofo ou deterioração precoce da fibra. O resultado é vida útil: um carpete bem cuidado por esse método pode ter sua vida útil estendida por muitos anos, protegendo o que é, na prática, um patrimônio da empresa, o tecido especificado com tanto critério pelo arquiteto não é um item de reposição fácil, é um ativo que representa investimento, identidade visual e parte do valor do próprio imóvel corporativo. Preservá-lo bem significa eficiência de custo para quem gerencia esse ativo, práticas alinhadas a ESG pela redução de descarte, água e energia, e, talvez o dado que mais deveria pesar na decisão, melhor Qualidade do Ar Interno, com reflexo direto na redução do absenteísmo e no bem-estar de quem ocupa o ambiente todos os dias.

Quem já geriu esse tipo de ativo em larga escala sabe bem o preço de aprender essa lição tarde:

“Confesso que nem sempre enxergamos esse tema com a importância que ele merece. No passado, a atenção ficava muito voltada ao projeto e à instalação dos materiais, e menos à sua conservação ao longo do tempo. Com a experiência, percebemos que isso tem um custo. Quando a manutenção não é tratada de forma adequada, seja em carpetes, tecidos, pisos ou outras superfícies, os materiais se degradam mais rapidamente, a aparência do ambiente piora e os investimentos precisam ser refeitos antes do previsto. Hoje vejo os tecidos como parte importante da experiência dos nossos colaboradores. Eles ajudam no conforto, na acústica e na sensação de acolhimento do espaço. Mas, assim como qualquer outro ativo do escritório, precisam ser acompanhados por uma estratégia adequada de manutenção para entregar todo o seu potencial. No fim, a escolha do material é apenas o começo. O que garante o resultado ao longo dos anos é a forma como cuidamos dele.”

Maria Beatriz Salcedo Guimarães, Region Real Estate Leader Latam South, Supply Chain Services — Ernst & Young

A MilliCare não chegou agora a essa conversa. Está no Brasil desde 1999, parte da EverSmith Brands, plataforma global presente em mais de 750 territórios, higienizando hoje mais de 50 milhões de m² de superfícies têxteis por ano no país, com essa metodologia exclusiva que virou referência a ponto de ser homologada pelos próprios fabricantes de tecido (Interface, Milliken, Belgotex, Lady Services). A ciência por trás do método foi validada com a Faculdade de Saúde Pública da USP: redução mensurável de fungos e bactérias, e eliminação de 100% do SARS-CoV-2 quando os produtos são usados em conjunto. No Galeão, o maior aeroporto em área construída da América Latina, o processo evitou o descarte de mais de 26 toneladas de carpete e gerou R$ 1,5 milhão em economia.

Arquiteto que especifica com consciência técnica, fabricante que confia no parceiro certo para preservar seu produto, e facility que usa esse cuidado no dia a dia, os três formam a cadeia que faz o tecido cumprir sua promessa até o fim: conforto, estética e bem-estar, sustentados por ciência e não por sorte.

Fale com um especialista MilliCare e descubra como transformar a estratégia de higienização em parte da estratégia de projeto.

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